"Nos dias de festa, do fundo das sombras do interior do armário saíam os copos. Saíam claros, transparentes e brilhantes, tilintando no tabuleiro. E para Joana aquele barulho de cristal a tilintar era a música das festas.
Joana deu uma volta à roda da mesa. Os copos já lá estavam, tão frios e luminosos que mais pareciam vindos do interior de uma fonte de montanha do que do fundo de um armário. As velas estavam acesas e a sua luz atravessava o cristal. Em cima da mesa havia coisas maravilhosas e extraordinárias: bolas de vidro, pinhas douradas e aquela planta que tem folhas com picos e bolas encarnadas. Era uma festa. Era o Natal."
Este conto de Sophia de Mello Breyner Andresen reporta-me, todos os anos, para aquilo que de mais belo e simples tem esta época festiva. E a ceia de Natal, tal como é descrita pelos olhos de uma criança, é uma festa intemporal que quero guardar na memória sempre.
Adoro a beleza simples deste conto.
Gosto de ler a noite de Natal de Sophia, do mesmo modo que gosto todos os anos de ler Conto de Natal de Charles Dickens,
Adoro Ebenezer Scrooge, na imagem acima depois de já ter sido visitado pelos fantasmas :)
Estas são as minhas escolhas de literatura nesta época do ano, gosto de ler estas histórias aos meus filhos (Como tenho filhos com intervalos de dez anos, tenho sempre um interessado nestes contos, depois talvez os netos...)
Outras duas escolhas importantes para mim nesta quadra, são: revisitar o bailado clássico "O Quebra Nozes"
E passear no Chiado em Lisboa




Linda mensagem, Germana. Todo o carinho e significado do Natal...
ResponderEliminarObrigada também pelo comentário que me deixou. Eles são o motor que impulsiona e dá vida aos nossos blogues, acredite. Bj.
Feliz Natal!