quarta-feira, 8 de janeiro de 2014


Lat Passione

Sofrimento, sentimento excessivo, amor ardente, grande mágoa, tudo isto são sinónimos de paixão.
Tive uma única na vida e no meu caso particular não foi bom. Não havia amor do outro lado e foi difícil entender porque Ela, a paixão, possui a capacidade de nos alterar os comportamentos e até o pensamento. O Eu emocional consegue sempre “dar a volta” ao Eu racional.
Deixemos o meu caso particular que já foi há muitos anos…
Se é bom amar? Claro que sim mas amar não é sofrer. Paixão sem amor recíproco não vale nada. E depois “quando o fogo que arde sem se ver” se extingue,  algumas vezes apanhamos  grandes sustos porque  no lugar do “eterno príncipe/princesa”  estava afinal um sapo feio ou uma rã medonha, um coração desalmado que não soube ser digno do sentimento que provocou no outro.
Na maior parte das  vezes amar apaixonadamente é um acto generoso, se assim não for, então não foi paixão/amor, foi apenas uma obsessão.
Mas então o que fazer quando nos sentimos tão parvos porque amamos desenfreadamente um “sapo feio” ou uma “rã medonha”?  Vamos odiar a pessoa amada porque no caso concreto em muito contribuiu para o nosso sofrimento, alimentando   os nosso equívocos?
Eu diria que não, concordo com Ovídeo “Quem põe ponto final a uma paixão com ódio, ou ainda ama ou não consegue deixar de sofrer” - GVP
      




3 comentários:

  1. Já li e o que dizes é absolutamente verdade. Ninguém se consegue afastar se perdurarem amarras constrangedoras que nos imobilizem o andar. Há que transformar a privação numa evolução e não num silêncio violento. BJ

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  2. Não é nada do que estás a dizer minha querida amiga. Não dependemos de nada nem de ninguém, só de nós próprios. Quando colocamos o ponto final é o FIM, não há mais nada depois, minha querida amiga.
    Beijo

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  3. Correndo o risco de "me meter na conversa", concordo plenamente consigo, Germana...
    Beijo grande.

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