sábado, 29 de março de 2014




"Todas as vezes que  atravessar um lugar lindo desta Cidade, vou lembrar-me de  ti.
Memórias são  apenas memórias.
 Mas nunca houve no Mundo outro olhar capaz de me abraçar assim.

Que Deus te guarde." GVP

quarta-feira, 26 de março de 2014



É verdade, não tenho escrito nada por aqui, ultimamente não me indigno com quase nada e se me emociono, guardo para mim.

Ando muito ocupada com a FELICIDADE, ando sem tempo para mais nada.

A todos os que lerem esta mensagem desejo Dias FANTÁSTICOS, FELIZES E ABENÇOADOS e para o resto da Humanidade, desejo o mesmo. - GVP

segunda-feira, 17 de março de 2014



Escrevi um conto infantil ( e não sabia se seria capaz mas aconteceu)


A minha LEBRE ROXA já tem um focinho e um corpinho.  O Diogo Cabral aceitou o desafio e fez umas ilustrações lindas de morrer.
Ainda não posso mostrar porque não pedi autorização ao Diogo e vamos ter de procurar editora but I´m happy so happy. A vida é linda   

sábado, 15 de março de 2014

Afinal devia ser só uma questão de AMOR
"Como é que pode? Não pode, desculpem mas não consigo entender esta enorme contradição de alguns homossexuais em serem contra a coadoção dos casais homossexuais. 

Coadopção quer em casais heterossexuais ou homossexuais consiste em estender o vínculo de parentalidade de um dos elementos do casal (pai ou mãe biológica ou adotante) ao cônjuge que ainda não o possui em relação à criança.
Mas voltando aos homossexuais que são contra a coadoção dos casais gays, então têm direito a formar uma família (um novo tipo de família) mas reconhecem a si próprios um estatuto de inferioridade em relação aos heteros no que concerne à capacidade de amar e cuidar de uma criança? Juro que não entendo. Amam menos? São destituídos de capacidades parentais? Para mim nem é uma questão de direitos, é uma questão de amor.
Sou mãe e heterossexual mas juro que não entendi isto.
Não me interessa se é uma questão mais de esquerda ou de direita, na verdade não me interessa nada as “trapalhadas” e joguinhos de interesses daqueles que neste momento sentam os rabos no emicículo ou “fogem” de lá quando lhes convém…

Mas respeito sim os argumentos de algumas pessoas que não pensam como eu nesta questão, respeito porque sei que estão a ser honestas com aquilo que acham ser o Superior Interesse da Criança e estão longe dos jogos de interesse político ou politiqueiro. São pessoas comuns que têm amor suficiente para se preocuparem com o que acham ser melhor para  as crianças, os seres mais frágeis e desprotegidas em tudo isto.

Cá para mim, o ideal era não ter de se legislar sobre o amor verdadeiro, enquanto sentimento puro. Porém, vivemos em sociedade e esta tem regras.

O que não suporto é o “aproveitamento” que se faz, os falsos moralismos. A questão central, torno a dizer, é o Superior Interesse da Criança e não os direitos dos adultos. 
Se alguém ama de verdade uma criança, pretende cuidar dela por SER A PESSOA QUE AFECTIVAMENTE está mais próxima da criança, então não interessa nada qual é a sua orientação sexual, religiosa ou outra. É uma escolha de amor parental verdadeiro, só se exige que seja consciente independentemente de tudo o resto. 
Quem tem um filho no coração, fará de certeza tudo o que achar melhor para ele.
Como posso eu católica dizer que um muçulmano amam menos o seu filho que eu o meu? Como posso eu hetero dizer que um gay ama menos o seu filho que eu o meu? "- GVP


sexta-feira, 14 de março de 2014

Para uma pessoa encantadora 

“Mal se apercebeu da minha presença, abriu aquele sorriso radioso tão seu.
Estive a ler-lhe os endereços das cartas pois tinha ido buscar o correio.


- Já não a via há tanto tempo minha querida, já tinha perguntado por si ao marido.


Depois, com uma candura de criança lá me esteve a relatar a sua ida a tribunal na semana passada. Foi servir de testemunha a um amigo que nos anos 60 comprou um terreno agora ocupado.
-Sou a única pessoa viva que se lembra do negócio. Sabe, filha? No final a Juíza levantou-se e deu-me os parabéns, disse-me que gostava de chegar um dia à minha idade tão bem como eu.
O seu timbre de voz forte ecoou pelo prédio e eu soube que era verdade o que me contava. Há pessoas que têm o condão de não nos deixarem indiferentes quando se cruzam nas nossas vidas.
Duas grandes dores tem esta senhora, a morte prematura do marido e o facto de ter cegado, ela que pintava quadros e vitrais.
Um dia confidenciou-me que é a empregada quem todos os dias lhe prepara as toilettes.

- Gosto de andar limpinha, de cabelo e mãos arranjadas e de roupinha a condizer. Não vejo quase nada mas gosto de andar bem.

Não se fechou nas suas tristezas, transporta o Sol todos os dias. No bairro todos a estimam, novos e velhos correm para tomar café com ela a meio da manhã.

Hoje, trouxe comigo as suas sonoras gargalhadas e a certeza que somos felizes se assim quisermos ser.
Muito obrigada, Senhora D. F… “ - GVP

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terça-feira, 11 de março de 2014

"Acordou de ressaca. Ontem à noite viu os seus filmes preferidos, “Rebecca” do HitchcocK e a Lolita do Stanley Kubrick. Dois tipos de mulher. Fumou demais, abusou dos charros.
Sentiu que tinha a boca a saber a papel de música e mesmo com uma terrível dor de cabeça, deu uma gargalhada que ecoou pela casa vazia. Como podia saber se a boca lhe sabia a papel de música? Nunca tinha comido nenhuma partitura.
Agora o Céu estava cor de anil. O céu e o Tejo que lhe entravam pela grande janela da sala, todos os dias, sempre com uma disposição diferente conforme a hora do dia ou a estação do ano. 
Mas eram sempre eles, o mesmo céu, o mesmo Tejo." -GVP


"SE depois de eu morrer quiserem escrever a minha biografia,
  Não há nada mais simples
Tem só duas datas- a da minha nascença e a da minha morte
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus" - ALBERTO CAEIRO (FERNANDO PESSOA)