Numa única coisa o Seguro tem razão, é preciso retirar consequências políticas deste resultado eleitoral.
Ele que vá para casa e leve todos os outros políticos , façam todos um retiro e com honestidade, pergunte cada um a si mesmo o que tem andado a fazer...
Os portugueses andam tristes e cá para mim não houve vencedores, só consigo ver perdedores.
Da esquerda para a direita e da direita para a esquerda só vejo gentinha arrogante, todos incapazes de descer à Terra.
Estou farta de tanto cinismo! -GVP
segunda-feira, 26 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
Pedir é sempre mais difícil...
"Primeiro era apenas uma sombra fugaz mas depois ficou.
Uma sombra grande a ofuscar o Sol.
Têm sido dias de chuva e vendaval.
Quero beber da Tua luz.
Mas a imensidão só me devolve o eco solitário da minha prece.
Tenho procurado mil e um caminhos para chegar a Ti ou talvez não…
Sinto os Teus sinais em toda a parte, sempre visíveis ao Coração.
Porém, não consigo ver.
Porque não me respondes PAI? "-GVP
"Primeiro era apenas uma sombra fugaz mas depois ficou.
Uma sombra grande a ofuscar o Sol.
Têm sido dias de chuva e vendaval.
Quero beber da Tua luz.
Mas a imensidão só me devolve o eco solitário da minha prece.
Tenho procurado mil e um caminhos para chegar a Ti ou talvez não…
Sinto os Teus sinais em toda a parte, sempre visíveis ao Coração.
Porém, não consigo ver.
Porque não me respondes PAI? "-GVP
sábado, 17 de maio de 2014
Um dia tive a ingenuidade de acreditar que podia escrever romances...
Este é mais um texto de uma história que acabei por não escrever
"A importância de um par de sandálias rasas.
Saí na direcção contrária, simplesmente não me apetecia voltar para casa. Fui ao lugar onde tu não estavas, a desafiar o destino mas a saber perfeitamente que nada iria acontecer.
Entrei numa livraria, abri ao acaso um livro, lá estava o depoimento corajoso de alguém que está a morrer e agarra os segundos que lhe restam com toda a dignidade. Este homem não tem medo, deixará um grande testemunho de amor aos seus. Tem exactamente a tua idade.
E tu? Não era nada, foi só um pequeno susto mas continuas a desperdiçar as horas, os dias da tua vida…
Voltei para a rua, final de tarde tranquilo, há esplanadas ensolaradas e árvores com sombras refrescantes, ouvi a campainha de uma bicicleta e saí da ciclovia.
Passei pelos lugares daquela tarde terrível, chuviscava, lembras-te? Lá estava o café de bairro.
Voltei à calçada portuguesa e vi outra vez um lugar da nossa juventude, já não existe mas que me lembre nunca teve qualquer importância para nós.
Agora caminho finalmente para casa. Que ironia, fica do outro lado da rua.
Todos os dias lá está ele, o beijo arrebatado que me deste. Os teus braços sem coragem de me largar, foram o grito desesperado de FICA enquanto me dizias ADEUS.
Nesse dia acabei por ser eu quem te afastou, com determinação mas nunca te expulsei do meu coração. Tu sabes…talvez um dia…será até ao último dia das nossas vidas, eu sei que tu também sabes._GVP"
Este é mais um texto de uma história que acabei por não escrever
"A importância de um par de sandálias rasas.
Saí na direcção contrária, simplesmente não me apetecia voltar para casa. Fui ao lugar onde tu não estavas, a desafiar o destino mas a saber perfeitamente que nada iria acontecer.
Entrei numa livraria, abri ao acaso um livro, lá estava o depoimento corajoso de alguém que está a morrer e agarra os segundos que lhe restam com toda a dignidade. Este homem não tem medo, deixará um grande testemunho de amor aos seus. Tem exactamente a tua idade.
E tu? Não era nada, foi só um pequeno susto mas continuas a desperdiçar as horas, os dias da tua vida…
Voltei para a rua, final de tarde tranquilo, há esplanadas ensolaradas e árvores com sombras refrescantes, ouvi a campainha de uma bicicleta e saí da ciclovia.
Passei pelos lugares daquela tarde terrível, chuviscava, lembras-te? Lá estava o café de bairro.
Voltei à calçada portuguesa e vi outra vez um lugar da nossa juventude, já não existe mas que me lembre nunca teve qualquer importância para nós.
Agora caminho finalmente para casa. Que ironia, fica do outro lado da rua.
Todos os dias lá está ele, o beijo arrebatado que me deste. Os teus braços sem coragem de me largar, foram o grito desesperado de FICA enquanto me dizias ADEUS.
Nesse dia acabei por ser eu quem te afastou, com determinação mas nunca te expulsei do meu coração. Tu sabes…talvez um dia…será até ao último dia das nossas vidas, eu sei que tu também sabes._GVP"
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Uma Dor ( hoje lembrei-me desse tempo)
É húmido e escuro e frio
e cinzento.
Podia ser uma trincheira
enlameada, não é.
Neste lugar absolutamente nada protege.
É apenas uma imensidão de
vazio, uma vastidão de terra do nada e eu.
Mas do outro lado da rua
há um jardim, com aromáticas flores e verdes recantos, onde eu ainda vivo quase toda.-GVP
domingo, 11 de maio de 2014
Apenas uma simples rampa...
Hoje de manhã, a tomar o pequeno almoço num do meus locais favoritos de Lisboa, reparei na dificuldade com que algumas mães subiam as escadas com os seus carrinhos de bebé.
Lembrei-me do meu sobrinho Francisco e das outras pessoas com a mobilidade reduzida.
Porque é que há pessoas que estão impedidas de frequentar certos locais só porque existe uma estúpida escada?
Depois de elogiar muito este local, pedi ao dono que colocasse uma simples rampa, um investimento muito pequeno mas que lhe vai alargar o leque da clientela.
Assim, seremos mais pessoas felizes a degustar as delícias da Choupana. GVP
Hoje de manhã, a tomar o pequeno almoço num do meus locais favoritos de Lisboa, reparei na dificuldade com que algumas mães subiam as escadas com os seus carrinhos de bebé.
Lembrei-me do meu sobrinho Francisco e das outras pessoas com a mobilidade reduzida.
Porque é que há pessoas que estão impedidas de frequentar certos locais só porque existe uma estúpida escada?
Depois de elogiar muito este local, pedi ao dono que colocasse uma simples rampa, um investimento muito pequeno mas que lhe vai alargar o leque da clientela.
Assim, seremos mais pessoas felizes a degustar as delícias da Choupana. GVP
segunda-feira, 5 de maio de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Hoje lembrei-me deste poema ( Filho: espero que ainda guardes algumas rosas brancas).
Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"
Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Sabem que mais? Às vezes as mães também stressam
Um bebé, um lindo bebé, o primeiro, uma emoção difícil de explicar por palavras.
Tudo é perfeito, idílico.
O pai estava comovido com o primeiro neto e até o avô chegou com um ramo de flores para a neta, vinha conhecer o bisneto.
Foi bom olhar para o marido tão feliz. Por aqueles dias ele não andava , flutuava pela clínica em Estado de Graça. Agradecia-lhe incessantemente o primeiro filho, um rapaz.
A amiga trouxe um cueiro lindíssimo e na casa nova havia já um quarto muito bonito à espera do menino.
Um ano depois, chegou a menina. Perfeito, o “casalinho piroso”, o menino e a menina .
O Mundo todo pintado a cor-de-rosa.
Pela primeira vez, o marido, sempre tão calmo, andava de mau humor. Respondia -lhe torto, até na presença da empregada! Tudo devido à espera da tão ansiada promoção no emprego. Tinha que ser paciente, aquilo estava a deixa-lo tenso.
Riu-se quando a amiga lhe disse: “Despacha a ucraniana, vi a mulher a fazer olhos de carneiro mal morto para o teu marido”.
O marido era um paz de alma, mas nunca fiando... Depois da segunda gravidez estava a ser difícil livrar-se daquelas gordurinhas na barriga. Senão tivesse cuidado ainda ficava pior que o Boneco da Michelin.
Tinha que se livrar das gorduras extra e tinha que se livrar da empregada ucraniana.
Andava muito cansada, entre preparar as festas de aniversário dos filhos e um curso de formação profissional que iria ministrar em horário pós laboral.
Mas valia a pena, iria finalmente fazer “aquela viagem” só com o marido, as crianças desta vez ficariam com a avó.
Chegava a casa exausta. Cinco minutos estendida no sofá antes de ir à casa de banho tirar as crianças da banheira, onde o pai as tinha deixado de molho. Mas nem cinco minutos esteve no sofá, uma dor lancinante no rim direito. Era uma Tartaruga Ninja, esquecida pelo filho no sofá da sala quem assim lhe picava o rim.
E eis que no primeiro jantar das tais férias a dois o marido lindo, todo bronzeado, lhe fez a seguinte declaração de amor: “Já sei que vais ficar zangada comigo mas hoje reparei que estás a ficar gorducha. Não faz mal minha querida, sabes que gosto de ti de qualquer maneira. Pronto, agora já estás amuada…”
Com os dois filhos na faculdade, o rapaz a fazer Erasmus tinha finalmente mais tempo livre, até já ia ao ginásio!
Mas o marido andava outra vez tenso com a vida profissional. Para dizer a verdade, andava insuportável. Para não chorar com a crueza de algumas palavras, fugia para almoços com as amigas.
Um dia, a descer a Avenida, encontrou a sua paixão de miúda.
Ali estava ele, envelhecido sim mas muito bem perfumado e com uma lindíssima gravata, pronto para uma reunião de negócios.
Dada a actividade profissional do marido, raras vezes usava uma gravata.
Combinaram lanchar, afinal eram amigos há muitos anos e nunca tinha sido namorados. Dois bons amigos que falaram dos respectivos casamentos, dos filhos, da vida profissional de cada um, de tudo e de nada.
Ele era educado e ouvia-a com interesse. Ele parecia beber cada uma das palavras dela. Quando se despediram, fez-lhe uma festa no rosto e tirou-lhe um cabelo do casaco. Não foi atrevido, foi só atencioso.
Falou ao marido daquele encontro.
Da segunda vez almoçaram juntos ele disse-lhe: “às vezes penso como teria sido a minha vida se tivesse ficado contigo.”
Mas não tinha ficado, em jovem escolheu ficar com outra.
Sim, era agradável ouvir dizer como estava mais bonita. Ouvir dizer que era uma mulher linda e muito interessante.
Não, aquilo já era atrevimento. Bebeu um pouco de água fria e despediu-se do amigo, tinha de chegar cedo a casa. Naquela noite o filho mais velho regressava de Barcelona.
Era uma mulher pré-menopausica a receber mensagens apaixonada do homem por quem tinha suspirado a vida toda até conhecer o marido.
Há muito tempo que não tinha os dois filhos juntos em casa. Era véspera de Natal e o marido estava de férias.
Jantavam os quatro em casa, à luz das velas. Um bom vinho e os filhos já adultos.
O marido, que sempre tivera muita dificuldade em expressar os seus afectos, fez-lhe uma festa no cabelo e arrancou-lhe, dolorosamente, um brinco de uma orelha.
“Mãe, está a chorar?!” perguntou o filho sempre atento.
“Sim meu querido mas estou feliz. É que nós as mães, às vezes, também stressamos” -GVP
Um bebé, um lindo bebé, o primeiro, uma emoção difícil de explicar por palavras.
Tudo é perfeito, idílico.
O pai estava comovido com o primeiro neto e até o avô chegou com um ramo de flores para a neta, vinha conhecer o bisneto.
Foi bom olhar para o marido tão feliz. Por aqueles dias ele não andava , flutuava pela clínica em Estado de Graça. Agradecia-lhe incessantemente o primeiro filho, um rapaz.
A amiga trouxe um cueiro lindíssimo e na casa nova havia já um quarto muito bonito à espera do menino.
Um ano depois, chegou a menina. Perfeito, o “casalinho piroso”, o menino e a menina .
O Mundo todo pintado a cor-de-rosa.
Pela primeira vez, o marido, sempre tão calmo, andava de mau humor. Respondia -lhe torto, até na presença da empregada! Tudo devido à espera da tão ansiada promoção no emprego. Tinha que ser paciente, aquilo estava a deixa-lo tenso.
Riu-se quando a amiga lhe disse: “Despacha a ucraniana, vi a mulher a fazer olhos de carneiro mal morto para o teu marido”.
O marido era um paz de alma, mas nunca fiando... Depois da segunda gravidez estava a ser difícil livrar-se daquelas gordurinhas na barriga. Senão tivesse cuidado ainda ficava pior que o Boneco da Michelin.
Tinha que se livrar das gorduras extra e tinha que se livrar da empregada ucraniana.
Andava muito cansada, entre preparar as festas de aniversário dos filhos e um curso de formação profissional que iria ministrar em horário pós laboral.
Mas valia a pena, iria finalmente fazer “aquela viagem” só com o marido, as crianças desta vez ficariam com a avó.
Chegava a casa exausta. Cinco minutos estendida no sofá antes de ir à casa de banho tirar as crianças da banheira, onde o pai as tinha deixado de molho. Mas nem cinco minutos esteve no sofá, uma dor lancinante no rim direito. Era uma Tartaruga Ninja, esquecida pelo filho no sofá da sala quem assim lhe picava o rim.
E eis que no primeiro jantar das tais férias a dois o marido lindo, todo bronzeado, lhe fez a seguinte declaração de amor: “Já sei que vais ficar zangada comigo mas hoje reparei que estás a ficar gorducha. Não faz mal minha querida, sabes que gosto de ti de qualquer maneira. Pronto, agora já estás amuada…”
Com os dois filhos na faculdade, o rapaz a fazer Erasmus tinha finalmente mais tempo livre, até já ia ao ginásio!
Mas o marido andava outra vez tenso com a vida profissional. Para dizer a verdade, andava insuportável. Para não chorar com a crueza de algumas palavras, fugia para almoços com as amigas.
Um dia, a descer a Avenida, encontrou a sua paixão de miúda.
Ali estava ele, envelhecido sim mas muito bem perfumado e com uma lindíssima gravata, pronto para uma reunião de negócios.
Dada a actividade profissional do marido, raras vezes usava uma gravata.
Combinaram lanchar, afinal eram amigos há muitos anos e nunca tinha sido namorados. Dois bons amigos que falaram dos respectivos casamentos, dos filhos, da vida profissional de cada um, de tudo e de nada.
Ele era educado e ouvia-a com interesse. Ele parecia beber cada uma das palavras dela. Quando se despediram, fez-lhe uma festa no rosto e tirou-lhe um cabelo do casaco. Não foi atrevido, foi só atencioso.
Falou ao marido daquele encontro.
Da segunda vez almoçaram juntos ele disse-lhe: “às vezes penso como teria sido a minha vida se tivesse ficado contigo.”
Mas não tinha ficado, em jovem escolheu ficar com outra.
Sim, era agradável ouvir dizer como estava mais bonita. Ouvir dizer que era uma mulher linda e muito interessante.
Não, aquilo já era atrevimento. Bebeu um pouco de água fria e despediu-se do amigo, tinha de chegar cedo a casa. Naquela noite o filho mais velho regressava de Barcelona.
Era uma mulher pré-menopausica a receber mensagens apaixonada do homem por quem tinha suspirado a vida toda até conhecer o marido.
Há muito tempo que não tinha os dois filhos juntos em casa. Era véspera de Natal e o marido estava de férias.
Jantavam os quatro em casa, à luz das velas. Um bom vinho e os filhos já adultos.
O marido, que sempre tivera muita dificuldade em expressar os seus afectos, fez-lhe uma festa no cabelo e arrancou-lhe, dolorosamente, um brinco de uma orelha.
“Mãe, está a chorar?!” perguntou o filho sempre atento.
“Sim meu querido mas estou feliz. É que nós as mães, às vezes, também stressamos” -GVP
sexta-feira, 25 de abril de 2014
A propósito de Liberdade...
“A professora ensinou que antes do 25 de Abril 1974, os que mandavam eram todos maus e faziam chorar as crianças”
Que engraçado, isto faz-me lembrar aquela outra frase “ os comunistas comem crianças ao pequeno almoço”
Não, isto ainda não é um rebanho dormente que caminha todo na mesma direcção.
Graças a Deus, ainda não usamos todos o mesmo corte de cabelo à líder.
Que mania que alguns têm de achar que “As grandes conquistas de Abril” é tema que colhe unanimidade!
Desculpem lá os meus amigos de esquerda, respeito, mas a mim não me apetece entrar na vossa festa.
Comemorar o quê? Um projecto falhado?
Em Portugal, no dia 25 de Abril de 2014 há idosos a morrer de solidão, famílias inteiras desempregadas e a morrer de fome, crianças sem acesso à Educação, políticos desonestos infiltrados em todos ou quase todos os partidos políticos (podia continuar esta infindável lista de horrores mas não quero porque está sol e não me apetece envenenar o meu dia) e a vocês ainda vos apetece comemorar?!
Só vos peço um favor, não impijam essa treta ao meu filho, coitado, só tem sete anos. Ainda não tem capacidade para saber que o Mundo não está dividido entre bons e maus, ainda não sabe que há áreas cinzentas, que para se puder fazer um juízo de valor honesto temos de contextualizar as pessoas na sua época.
Querem falar no 25 de Abril nas escolas do ensino básico? Falem, mas restrinjam-se o mais possível a factos históricos.
Deixem o resto para depois para quando estas crianças tiverem capacidade de entender que infelizmente “maus” existem em todas as épocas. - GVP
“A professora ensinou que antes do 25 de Abril 1974, os que mandavam eram todos maus e faziam chorar as crianças”
Que engraçado, isto faz-me lembrar aquela outra frase “ os comunistas comem crianças ao pequeno almoço”
Não, isto ainda não é um rebanho dormente que caminha todo na mesma direcção.
Graças a Deus, ainda não usamos todos o mesmo corte de cabelo à líder.
Que mania que alguns têm de achar que “As grandes conquistas de Abril” é tema que colhe unanimidade!
Desculpem lá os meus amigos de esquerda, respeito, mas a mim não me apetece entrar na vossa festa.
Comemorar o quê? Um projecto falhado?
Em Portugal, no dia 25 de Abril de 2014 há idosos a morrer de solidão, famílias inteiras desempregadas e a morrer de fome, crianças sem acesso à Educação, políticos desonestos infiltrados em todos ou quase todos os partidos políticos (podia continuar esta infindável lista de horrores mas não quero porque está sol e não me apetece envenenar o meu dia) e a vocês ainda vos apetece comemorar?!
Só vos peço um favor, não impijam essa treta ao meu filho, coitado, só tem sete anos. Ainda não tem capacidade para saber que o Mundo não está dividido entre bons e maus, ainda não sabe que há áreas cinzentas, que para se puder fazer um juízo de valor honesto temos de contextualizar as pessoas na sua época.
Querem falar no 25 de Abril nas escolas do ensino básico? Falem, mas restrinjam-se o mais possível a factos históricos.
Deixem o resto para depois para quando estas crianças tiverem capacidade de entender que infelizmente “maus” existem em todas as épocas. - GVP
Durante muito tempo tive um Nokia do tempo da Pedra Lascada, nem fotos tirava, um descanso!
Guardo-o com o carinho de quem guarda uma relíquia.
Mas a minha família, nomeadamente a minha filha Carlota, achou que era uma vergonha eu andar com "aquilo".
Acontece que com "aquilo" eu era feliz, agora tenho uma m..de um telemóvel, todo moderno e vergonhas passo eu agora todos os dias.
Ligo para quem não quero ou envio as mensagens mais disparatadas e incompletas, parece que o palerma tem vida própria !- GVP
Guardo-o com o carinho de quem guarda uma relíquia.
Mas a minha família, nomeadamente a minha filha Carlota, achou que era uma vergonha eu andar com "aquilo".
Acontece que com "aquilo" eu era feliz, agora tenho uma m..de um telemóvel, todo moderno e vergonhas passo eu agora todos os dias.
Ligo para quem não quero ou envio as mensagens mais disparatadas e incompletas, parece que o palerma tem vida própria !- GVP
sábado, 19 de abril de 2014
Uma das minhas escolhas, a mais importante de todas é Cristo.
“Tomai todos e comei:
isto é o meu Corpo
que será entregue por vós
isto é o meu Corpo
que será entregue por vós
Tomai, todos, e bebei:
este é o cálice do meu Sangue,
o Sangue da nova e eterna aliança,
que será derramado por vós e por muitos,
para remissão dos pecados.
Fazei isto em memória de Mim.”
este é o cálice do meu Sangue,
o Sangue da nova e eterna aliança,
que será derramado por vós e por muitos,
para remissão dos pecados.
Fazei isto em memória de Mim.”
sexta-feira, 18 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Si alguien llama a tu puerta, amiga mía,
y algo en tu sangre late y no reposa
y en su tallo de agua, temblorosa,
la fuente es una líquida armonía.
Si alguien llama a tu puerta y todavía
te sobra tiempo para ser hermosa
y cabe todo abril en una rosa
y por la rosa se desangra el día.
Si alguien llama a tu puerta una mañana
sonora de palomas y campanas
y aún crees en el dolor y en la poesía.
Si aún la vida es verdad y el verso existe.
Si alguien llama a tu puerta y estás triste,
abre, que es el amor, amiga mía.
Gabriel García Márquez
Impossível dizer que morreu. Quem escreve lindíssimas histórias como Gabriel García Márquez escreveu, não morre nunca.
Obrigada pelo "Amor nos tempos de Cólera", "Sem anos de solidão", "Crónica de uma morte anunciada" e todos os outros- GVP
y algo en tu sangre late y no reposa
y en su tallo de agua, temblorosa,
la fuente es una líquida armonía.
Si alguien llama a tu puerta y todavía
te sobra tiempo para ser hermosa
y cabe todo abril en una rosa
y por la rosa se desangra el día.
Si alguien llama a tu puerta una mañana
sonora de palomas y campanas
y aún crees en el dolor y en la poesía.
Si aún la vida es verdad y el verso existe.
Si alguien llama a tu puerta y estás triste,
abre, que es el amor, amiga mía.
Gabriel García Márquez
Impossível dizer que morreu. Quem escreve lindíssimas histórias como Gabriel García Márquez escreveu, não morre nunca.
Obrigada pelo "Amor nos tempos de Cólera", "Sem anos de solidão", "Crónica de uma morte anunciada" e todos os outros- GVP
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Começar a ler cedo
Enid Blyton fez muito por mim. Aos sete anos li os livros de aventuras dos Cinco e as Gémeas no Colégio de Santa Clara.
Creio que começou aqui a minha paixão pela Grã Bertanha, responsável em parte por maravilhosas viagens que já fiz e espero continuar a fazer.
E se o ambiente dos livros de Blyton era o da 2ª Guerra Mundial, isso não teve importancia nenhuma, havia sempre ovos, picles, scones e compotas. Fez-me sonhar com pic-nics em lindíssimas paisagens rurais, desejar um lanche com amigas à meia-noite, à luz de lanternas, com muitos risos.
Quis mais, já na minha juventude descobri Agatha Christie. Era a mesma Inglaterra, a mesma época, em vez de scones havia agora mais veneno, aventuras mais adultas e paixões arrebatadoras.
Passei para a leitura das irmãs Brontë, apaixonei-me pela "Jane Eyre", depois o "Monte dos Vendavais". Eram agora uma outra Inglaterra, mais negra.
Daí foi um pequeno passo para descobrir Charles Dickens. Como sofri com as desventuras de Oliver Twist!
Ainda hoje, todos os Natais, lá estou eu a revisitar um conto de Natal. Ainda adoro Ebenezer Scroose.
Só tenho pena de não dominar melhor o Inglês, teria lido tudo outra vez mas na língua original.
Enfim, mas leio, leio muito, isto e outras coisas. O gosto pela leitura abriu-me as portas do mundo e da imaginação.
Agradeço a Enid Blyton, tudo começou com ela.
Por isto quero muito que o meu filho Sebastião comece a ler. Numa época de muitos jogos eletrónicos e muita televisão não tem sido fácil.
Está de férias da Páscoa e a minha luta para que não esteja sempre a ver o Homem Aranha e Dragon Ball é grande.
Ontem, começamos os dois a ler Enid Blyton, não há imagens visuais, nem ruído. É penoso para ele e para mim, sempre a ouvir dizer que ler é uma seca.
Mas vamos levar esta tarefa até ao fim.
Acredito que daqui a uns anos também ele vai dizer "Thank you Enid Blyton". -GVP
sexta-feira, 11 de abril de 2014
quinta-feira, 10 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
"Há uma parte muito grande de mim que gosta de viver feliz e em paz.
Perdoar pode apaziguar uma terrível mágoa mas é tão difícil quando há um outra parte de nós que sabe que morreu...
Tenho andado a adiar o momento em que terei de dizer a alguém: Já te perdoei. Que Deus te inspire e que faça também dos teus dias, dias felizes e de paz "- GVP
Perdoar pode apaziguar uma terrível mágoa mas é tão difícil quando há um outra parte de nós que sabe que morreu...
Tenho andado a adiar o momento em que terei de dizer a alguém: Já te perdoei. Que Deus te inspire e que faça também dos teus dias, dias felizes e de paz "- GVP
domingo, 6 de abril de 2014
sábado, 5 de abril de 2014
"Quando tornar a vir a Primavera
talvez já não me encontre no mundo.
Gostava agora de poder
julgar que a Primavera é gente.
Para poder supor que ela choraria,
vendo que perdera o seu único amigo.
Mas a Primavera nem sequer é uma coisa:
É uma maneira de dizer
nem mesmo as flores tornam,
ou as folhas verdes.
Há outros dias suaves,
Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."- Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
O Brinco : Bee & Company
talvez já não me encontre no mundo.
Gostava agora de poder
julgar que a Primavera é gente.
Para poder supor que ela choraria,
vendo que perdera o seu único amigo.
Mas a Primavera nem sequer é uma coisa:
É uma maneira de dizer
nem mesmo as flores tornam,
ou as folhas verdes.
Há outros dias suaves,
Nada torna, nada se repete, porque tudo é real."- Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
O Brinco : Bee & Company
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Com um pé no ar e outro no chão, OBRIGADA
"Os amigos de verdade são aqueles que também são capazes de nos dizer as coisas mais terríveis.
Os amigos de verdade gostam de nos ver seguros, com os dois pés no chão.
Os amigos de verdade são capazes de nos assoar o nariz e suportar as nossas lágrimas.
Os amigos de verdade dão abraços verdadeiros" - GVP
"Os amigos de verdade são aqueles que também são capazes de nos dizer as coisas mais terríveis.
Os amigos de verdade gostam de nos ver seguros, com os dois pés no chão.
Os amigos de verdade são capazes de nos assoar o nariz e suportar as nossas lágrimas.
Os amigos de verdade dão abraços verdadeiros" - GVP
sábado, 29 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
É verdade, não tenho escrito nada por aqui, ultimamente não me indigno com quase nada e se me emociono, guardo para mim.
Ando muito ocupada com a FELICIDADE, ando sem tempo para mais nada.
A todos os que lerem esta mensagem desejo Dias FANTÁSTICOS, FELIZES E ABENÇOADOS e para o resto da Humanidade, desejo o mesmo. - GVP
segunda-feira, 17 de março de 2014
Escrevi um conto infantil ( e não sabia se seria capaz mas aconteceu)
A minha LEBRE ROXA já tem um focinho e um corpinho. O Diogo Cabral aceitou o desafio e fez umas ilustrações lindas de morrer.
Ainda não posso mostrar porque não pedi autorização ao Diogo e vamos ter de procurar editora but I´m happy so happy. A vida é linda
sábado, 15 de março de 2014
Afinal
devia ser só uma questão de AMOR
"Como
é que pode? Não pode, desculpem mas não consigo entender esta enorme
contradição de alguns homossexuais em serem contra a coadoção dos casais
homossexuais.
Coadopção quer em casais heterossexuais ou homossexuais consiste em estender o vínculo de parentalidade de um dos elementos do casal (pai ou mãe biológica ou adotante) ao cônjuge que ainda não o possui em relação à criança.
Mas
voltando aos homossexuais que são contra a coadoção dos casais gays, então têm
direito a formar uma família (um novo tipo de família) mas reconhecem a si
próprios um estatuto de inferioridade em relação aos heteros no que concerne à
capacidade de amar e cuidar de uma criança? Juro que não entendo. Amam menos?
São destituídos de capacidades parentais? Para mim nem é uma questão de
direitos, é uma questão de amor.
Sou mãe e heterossexual mas juro que não entendi isto.
Não me interessa se é uma questão mais de esquerda ou de direita, na verdade não me interessa nada as “trapalhadas” e joguinhos de interesses daqueles que neste momento sentam os rabos no emicículo ou “fogem” de lá quando lhes convém…
Sou mãe e heterossexual mas juro que não entendi isto.
Não me interessa se é uma questão mais de esquerda ou de direita, na verdade não me interessa nada as “trapalhadas” e joguinhos de interesses daqueles que neste momento sentam os rabos no emicículo ou “fogem” de lá quando lhes convém…
Mas
respeito sim os argumentos de algumas pessoas que não pensam como eu nesta
questão, respeito porque sei que estão a ser honestas com aquilo que acham ser
o Superior Interesse da Criança e estão longe dos jogos de interesse político
ou politiqueiro. São pessoas comuns que têm amor suficiente para se preocuparem
com o que acham ser melhor para as
crianças, os seres mais frágeis e desprotegidas em tudo isto.
Cá para
mim, o ideal era não ter de se legislar sobre o amor verdadeiro, enquanto
sentimento puro. Porém, vivemos em sociedade e esta tem regras.
O que
não suporto é o “aproveitamento” que se faz, os falsos moralismos. A questão
central, torno a dizer, é o Superior Interesse da Criança e não os direitos dos
adultos.
Se alguém ama de verdade uma criança, pretende cuidar dela por SER A PESSOA QUE AFECTIVAMENTE está mais próxima da criança, então não interessa nada qual é a sua orientação sexual, religiosa ou outra. É uma escolha de amor parental verdadeiro, só se exige que seja consciente independentemente de tudo o resto.
Quem tem um filho no coração, fará de certeza tudo o que achar melhor para ele.
Como posso eu católica dizer que um muçulmano amam menos o seu filho que eu o meu? Como posso eu hetero dizer que um gay ama menos o seu filho que eu o meu? "- GVP
Se alguém ama de verdade uma criança, pretende cuidar dela por SER A PESSOA QUE AFECTIVAMENTE está mais próxima da criança, então não interessa nada qual é a sua orientação sexual, religiosa ou outra. É uma escolha de amor parental verdadeiro, só se exige que seja consciente independentemente de tudo o resto.
Quem tem um filho no coração, fará de certeza tudo o que achar melhor para ele.
Como posso eu católica dizer que um muçulmano amam menos o seu filho que eu o meu? Como posso eu hetero dizer que um gay ama menos o seu filho que eu o meu? "- GVP
sexta-feira, 14 de março de 2014
Para uma pessoa encantadora
“Mal se apercebeu da minha presença, abriu aquele sorriso radioso tão seu.
Estive a ler-lhe os endereços das cartas pois tinha ido buscar o correio.
- Já não a via há tanto tempo minha querida, já tinha perguntado por si ao marido.
Depois, com uma candura de criança lá me esteve a relatar a sua ida a tribunal na semana passada. Foi servir de testemunha a um amigo que nos anos 60 comprou um terreno agora ocupado.
-Sou a única pessoa viva que se lembra do negócio. Sabe, filha? No final a Juíza levantou-se e deu-me os parabéns, disse-me que gostava de chegar um dia à minha idade tão bem como eu.
O seu timbre de voz forte ecoou pelo prédio e eu soube que era verdade o que me contava. Há pessoas que têm o condão de não nos deixarem indiferentes quando se cruzam nas nossas vidas.
Duas grandes dores tem esta senhora, a morte prematura do marido e o facto de ter cegado, ela que pintava quadros e vitrais.
Um dia confidenciou-me que é a empregada quem todos os dias lhe prepara as toilettes.
- Gosto de andar limpinha, de cabelo e mãos arranjadas e de roupinha a condizer. Não vejo quase nada mas gosto de andar bem.
Não se fechou nas suas tristezas, transporta o Sol todos os dias. No bairro todos a estimam, novos e velhos correm para tomar café com ela a meio da manhã.
Hoje, trouxe comigo as suas sonoras gargalhadas e a certeza que somos felizes se assim quisermos ser.
Muito obrigada, Senhora D. F… “ - GVP
"
“Mal se apercebeu da minha presença, abriu aquele sorriso radioso tão seu.
Estive a ler-lhe os endereços das cartas pois tinha ido buscar o correio.
- Já não a via há tanto tempo minha querida, já tinha perguntado por si ao marido.
Depois, com uma candura de criança lá me esteve a relatar a sua ida a tribunal na semana passada. Foi servir de testemunha a um amigo que nos anos 60 comprou um terreno agora ocupado.
-Sou a única pessoa viva que se lembra do negócio. Sabe, filha? No final a Juíza levantou-se e deu-me os parabéns, disse-me que gostava de chegar um dia à minha idade tão bem como eu.
O seu timbre de voz forte ecoou pelo prédio e eu soube que era verdade o que me contava. Há pessoas que têm o condão de não nos deixarem indiferentes quando se cruzam nas nossas vidas.
Duas grandes dores tem esta senhora, a morte prematura do marido e o facto de ter cegado, ela que pintava quadros e vitrais.
Um dia confidenciou-me que é a empregada quem todos os dias lhe prepara as toilettes.
- Gosto de andar limpinha, de cabelo e mãos arranjadas e de roupinha a condizer. Não vejo quase nada mas gosto de andar bem.
Não se fechou nas suas tristezas, transporta o Sol todos os dias. No bairro todos a estimam, novos e velhos correm para tomar café com ela a meio da manhã.
Hoje, trouxe comigo as suas sonoras gargalhadas e a certeza que somos felizes se assim quisermos ser.
Muito obrigada, Senhora D. F… “ - GVP
"
terça-feira, 11 de março de 2014
"Acordou de ressaca. Ontem à noite viu os seus filmes preferidos, “Rebecca” do HitchcocK e a Lolita do Stanley Kubrick. Dois tipos de mulher. Fumou demais, abusou dos charros.
Sentiu que tinha a boca a saber a papel de música e mesmo com uma terrível dor de cabeça, deu uma gargalhada que ecoou pela casa vazia. Como podia saber se a boca lhe sabia a papel de música? Nunca tinha comido nenhuma partitura.
Agora o Céu estava cor de anil. O céu e o Tejo que lhe entravam pela grande janela da sala, todos os dias, sempre com uma disposição diferente conforme a hora do dia ou a estação do ano.
Mas eram sempre eles, o mesmo céu, o mesmo Tejo." -GVP
Sentiu que tinha a boca a saber a papel de música e mesmo com uma terrível dor de cabeça, deu uma gargalhada que ecoou pela casa vazia. Como podia saber se a boca lhe sabia a papel de música? Nunca tinha comido nenhuma partitura.
Agora o Céu estava cor de anil. O céu e o Tejo que lhe entravam pela grande janela da sala, todos os dias, sempre com uma disposição diferente conforme a hora do dia ou a estação do ano.
Mas eram sempre eles, o mesmo céu, o mesmo Tejo." -GVP
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